{"id":3772,"date":"2022-06-20T12:30:30","date_gmt":"2022-06-20T19:30:30","guid":{"rendered":"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/huellas-del-petroleo\/?p=3772"},"modified":"2022-07-19T09:17:11","modified_gmt":"2022-07-19T16:17:11","slug":"um-futuro-sem-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/pt\/um-futuro-sem-petroleo\/","title":{"rendered":"Um futuro sem petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"<div class=\"gb-container gb-container-2ac45a36 alignfull\" id=\"header-part-3\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<div class=\"header-part3-container\">\n  \n  <div class=\"bg-container\"><\/div>\n  <div class=\"fg-container\"><\/div>\n\n  <div class=\"title-effect\">\n    <h1>Loreto \u00e9 capaz de planejar<br>um futuro sem petr\u00f3leo?\n<\/h1> \n  <\/div>\n  <!--arrow down-->\n  <a class=\"arrow bounce smooth-scroll\" href=\"#scrollDown\"><i class=\"fa fa-angle-down fa-2x\" aria-hidden=\"true\"><\/i><\/a>\n<\/div>\n<!--END arrow down-->\n\n<\/div><\/div>\n\n<div class=\"gb-container gb-container-ddb5b268 alignfull\" id=\"caption\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<div class=\"wp-block-image\" id=\"scrollDown\">\n<figcaption>Enormes p\u00e2ntanos de palmeira aguaje (<i>Mauritia flexuosa<\/i>) nas plan\u00edcies amaz\u00f4nicas do Peru fornecem alimento e fibra aos humanos e a outras criaturas da floresta. Foto: Ginebra Pe\u00f1a<\/figcaption>\n<\/div>\n\n<\/div><\/div>\n\n<div class=\"gb-container gb-container-933f5e6d\" id=\"byline\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<!--BYLINE-->\n<div class=\"tooltip-container\">\n    <p>Por <span class=\"fraser-tooltip-port\">Barbara Fraser<\/span> <\/p>\n<\/div>\n<!--END BYLINE-->\n\n<\/div><\/div>\n\n<div class=\"gb-container gb-container-93180f9a\" id=\"share\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<div class=\"share-wrapper\">\n\n  <div class=\"title\">\n    <p> Compartilhar:<\/p>\n  <\/div>\n  \n    <div class=\"container fb\">\n  <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/en\/oil-spills-trigger-a-cascade-of-consequences\/\"><span><i class=\"fab fa-facebook-f fa-lg\"><\/i><\/span><\/a>\n  \n    <\/div>\n    <div class=\"container tw\">\n    <a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/en\/oil-spills-trigger-a-cascade-of-consequences\/\"><span><i class=\"fab fa-twitter fa-lg\"><\/i><\/span><\/a>\n   <\/div>\n   \n  <\/div>\n\n<\/div><\/div>\n\n<div class=\"gb-container gb-container-6f62f19e\" id=\"story-3\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Quando os prospectores encontraram petr\u00f3leo perto do Rio Corrientes, no nordeste do Peru, em 1971, funcion\u00e1rios do governo prometeram que a nova ind\u00fastria traria desenvolvimento para a regi\u00e3o amaz\u00f4nica de Loreto.<\/p>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria do petr\u00f3leo estimulou o crescimento de Iquitos, a capital regional e a maior cidade amaz\u00f4nica do Peru, que definhou ap\u00f3s o boom do petr\u00f3leo no in\u00edcio do s\u00e9culo 20. Meio s\u00e9culo depois, no entanto, h\u00e1 relativamente pouco a mostrar da receita \u2014 conhecida como<em> c\u00e2none<\/em> \u2014 resultante da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Loreto est\u00e1 atr\u00e1s no pa\u00eds em assist\u00eancia m\u00e9dica e educa\u00e7\u00e3o, apenas metade dos moradores da regi\u00e3o est\u00e1 conectada aos sistemas municipais de \u00e1gua e as comunidades ind\u00edgenas nos campos de petr\u00f3leo sofrem com a exposi\u00e7\u00e3o cont\u00ednua aos contaminantes de mais de 1.000 locais polu\u00eddos registrados.<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo tem diminu\u00eddo constantemente desde a d\u00e9cada de 1980 \u2014 a produ\u00e7\u00e3o do Bloco 192 atingiu o pico em 1982 com 120.000 barris por dia \u2014 e a maioria dos po\u00e7os produz hoje mais \u00e1gua que petr\u00f3leo. Embora os executivos da Petroper\u00fa, a companhia nacional de petr\u00f3leo, insistam que v\u00e3o reviver o Bloco 192, algumas pessoas est\u00e3o come\u00e7ando a olhar para uma era p\u00f3s-petr\u00f3leo para Loreto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCedo ou tarde o petr\u00f3leo vai acabar. Cedo ou tarde, esse <em>c\u00e2none<\/em>, que est\u00e1 em decl\u00ednio, vai acabar. E o que vai acontecer?\u201d disse Alberto R\u00edos, engenheiro el\u00e9trico peruano da Universidade T\u00e9cnica de Ambato, no Equador. &#8220;Se voc\u00ea tem uma gera\u00e7\u00e3o que viveu do petr\u00f3leo e sabe que a pr\u00f3xima n\u00e3o ter\u00e1 essa renda, ao menos a prepare para que tenha outra op\u00e7\u00e3o, para que as pessoas possam visualizar como v\u00e3o viver no futuro, sabendo que n\u00e3o ter\u00e3o petr\u00f3leo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1100\" height=\"733\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Oil-barge-Saramurillo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7772\" srcset=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Oil-barge-Saramurillo.jpg 1100w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Oil-barge-Saramurillo-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><figcaption>Um homem observa um rebocador e uma barca\u00e7a de petr\u00f3leo passarem pela comunidade ind\u00edgena de Saramurillo, no rio Mara\u00f1\u00f3n, em 2016, durante um protesto contra os impactos da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. Foto: Ginebra Pe\u00f1a<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Considerando seu passado centrado no petr\u00f3leo e se preparando para o futuro, especialistas dizem que a regi\u00e3o enfrenta v\u00e1rias tarefas monumentais. Deve mudar de combust\u00edveis f\u00f3sseis para energia renov\u00e1vel, inclusive em Iquitos, uma cidade de aproximadamente meio milh\u00e3o de pessoas, sem estrada para o litoral e sem nenhuma conex\u00e3o com a rede de energia do pa\u00eds. Iquitos \u00e9 a maior cidade da Bacia Amaz\u00f4nica, acess\u00edvel apenas por via fluvial ou a\u00e9rea.<\/p>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o tamb\u00e9m precisar\u00e1 encontrar formas de substituir a receita das opera\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas. Embora a renda do <em>c\u00e2none<\/em> tenha diminu\u00eddo ao longo do tempo, especialmente no \u00faltimo ano ou dois, quando os campos de petr\u00f3leo foram fechados por protestos e problemas operacionais, a perda ainda deixar\u00e1 um buraco no or\u00e7amento que ser\u00e1 dif\u00edcil de preencher em uma regi\u00e3o onde a maioria dos empregos \u00e9 informal.<\/p>\n\n\n\n<p>Cinquenta anos de opera\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas, incluindo ao menos duas d\u00e9cadas sem regulamenta\u00e7\u00e3o ambiental e ainda mais sem supervis\u00e3o adequada, deixaram \u00e1gua, solo e sedimentos contaminados com res\u00edduos industriais. H\u00e1 uma escassez de dados sobre os impactos nos ecossistemas e na sa\u00fade humana, e especialistas dizem que seriam necess\u00e1rios bilh\u00f5es de d\u00f3lares apenas para remediar os locais at\u00e9 hoje identificados.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"gb-headline gb-headline-c0a91b5c gb-headline-text\"><strong>Trabalho de limpeza assustador<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Atravessando um campo gramado pr\u00f3ximo \u00e0 aldeia Kichwa de Marsella, Magu\u00edn Magipo parou para cavar o ch\u00e3o com seu fac\u00e3o. Em vez de raspar a sujeira, no entanto, a ferramenta de metal tiniu em algo parecido com asfalto \u2014 os restos de petr\u00f3leo bruto que foram queimados ali ap\u00f3s um derramamento d\u00e9cadas atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>A refinaria que operava \u00e0s margens do Rio Tigre na d\u00e9cada de 1970 j\u00e1 se foi, mas o local continua sendo um dos mais polu\u00eddos do Bloco 192. Os equipamentos foram enterrados ali e o petr\u00f3leo derramado foi reunido em buracos para ser queimado ou coberto, disse Magipo. Os esfor\u00e7os para reflorestar o local tiveram pouco sucesso. Min\u00fasculas frutas pendiam dos galhos de um limoeiro irregular ao lado de uma lagoa com \u00e1gua estagnada, que, segundo Magu\u00edn, j\u00e1 foi um lago muito maior.<\/p>\n\n\n\n<p>O local da refinaria de Marsella \u00e9 um dos 32 trechos do Bloco 192 que foram avaliados para passar por remedia\u00e7\u00e3o, sob um acordo entre o governo e quatro federa\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas que representam as comunidades do bloco. As organiza\u00e7\u00f5es conhecidas conjuntamente como \u201ccuatro cuencas\u201d, ou quatro bacias hidrogr\u00e1ficas, pressionaram o governo por um estudo t\u00e9cnico independente dos locais polu\u00eddos identificados por monitores ind\u00edgenas e considerados priorit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O Programa de Desenvolvimento da ONU coordenou o estudo do Bloco 192 em 2018 com financiamento do Minist\u00e9rio de Energia e Minas do Peru. O <a href=\"https:\/\/www.pe.undp.org\/content\/peru\/es\/home\/library\/democratic_governance\/eti-del-ex-lote-1ab.html\">&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/www.pe.undp.org\/content\/peru\/es\/home\/library\/democratic_governance\/eti-del-ex-lote-1ab.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estudo recomendou<\/a> uma combina\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos para remediar os danos ambientais, incluindo a remo\u00e7\u00e3o de contaminantes e o uso de agentes biol\u00f3gicos, como plantas ou micr\u00f3bios. Crucialmente, o relat\u00f3rio instava o planejamento da remedia\u00e7\u00e3o por bacias hidrogr\u00e1ficas, n\u00e3o apenas a limpeza de pontos polu\u00eddos, pois um ponto rio abaixo de outros locais contaminados poderia ficar polu\u00eddo novamente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1100\" height=\"733\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Segundo-Cariajano-on-pipeline-in-12-de-Octubre.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3802\" srcset=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Segundo-Cariajano-on-pipeline-in-12-de-Octubre.jpg 1100w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Segundo-Cariajano-on-pipeline-in-12-de-Octubre-300x200.jpg 300w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Segundo-Cariajano-on-pipeline-in-12-de-Octubre-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><figcaption>Segundo Cariajano Hualinga, l\u00edder da comunidade ind\u00edgena Kichwa de 12 de Octubre, no rio Tigre, no Peru, fica em um oleoduto que atravessa um lago polu\u00eddo e entupido de sedimentos no campo petrol\u00edfero Bloco 192. Foto: B\u00e1rbara Fraser<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um estudo semelhante, realizado no Bloco 8 no final de 2021 e publicado em junho, ecoa alguns dos recomenda\u00e7\u00f5es do relat\u00f3rio anterior, mas acrescenta uma advert\u00eancia. Nas partes inferiores do bacias hidrogr\u00e1ficas, em lugares como a Reserva Nacional Pacaya-Samiria, os ecossistemas de florestas inundadas, com seu fluxo de \u00e1gua complexo e p\u00e2ntanos de turfa com baixo teor de oxig\u00eanio, s\u00e3o t\u00e3o complexos que talvez nunca poss\u00edvel remediar os danos causados \u200b\u200bpor d\u00e9cadas de contamina\u00e7\u00e3o. Nesses casos, o melhor op\u00e7\u00e3o ser\u00e1 identificar as fontes de poluentes e conceber formas de limitar a exposi\u00e7\u00e3o das pessoas para eles, disseram os especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, o governo reservou cerca de US$ 15 milh\u00f5es para a remedia\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/profonanpe.org.pe\/proyectos\/fondo-de-contingencia-para-remediacion-ambiental\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O fundo de conting\u00eancia para remedia\u00e7\u00e3o ambiental<\/a> det\u00e9m hoje cerca de US$ 111 milh\u00f5es, mas o estudo do Bloco 192 estima que seriam necess\u00e1rios ao menos US$ 300 milh\u00f5es apenas para remediar 92 locais identificados naquele campo de petr\u00f3leo. O estudo indica que a soma dispon\u00edvel at\u00e9 agora est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que seria realmente&nbsp; necess\u00e1rio para restaurar os ecossistemas polu\u00eddos nos blocos, onde monitores ambientais ind\u00edgenas identificaram em torno de 2.000 locais contaminados.<\/p>\n\n\n\n<p>Um <a href=\"http:\/\/observatoriopetrolero.org\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Acta-Dorissa-22-10-06.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">acordo-chave<\/a> foi alcan\u00e7ado em 2006 entre as organiza\u00e7\u00f5es<em> cuatro cuencas<\/em> e a Pluspetrol, que operava os dois blocos petrol\u00edferos na \u00e9poca. A empresa concordou em canalizar toda a \u00e1gua produzida \u2014 a \u00e1gua quente, salgada e carregada de metais bombeada dos po\u00e7os com o petr\u00f3leo \u2014 de volta ao subsolo. O Peru tornou isso obrigat\u00f3rio para todos os novos po\u00e7os de petr\u00f3leo, mas excluiu aqueles j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No final de 2009, a Pluspetrol estava <a href=\"https:\/\/andina.pe\/agencia\/noticia-pluspetrol-norte-invirtio-484-millones-reinyeccion-aguas-produccion-lotes-8-y-1ab-261228.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">canalizando toda \u00e1gua produzida <\/a>de volta aos po\u00e7os, mas os monitores ambientais dizem que a \u00e1gua salgada est\u00e1 sendo filtrada de alguns, incluindo ao menos um pr\u00f3ximo \u00e0 comunidade de 12 de Octubre, no Rio Tigre.<\/p>\n\n\n\n<p>As perspectivas de limpeza, sem falar na verdadeira restaura\u00e7\u00e3o do ecossistema, s\u00e3o incertas. As empresas que operam os blocos se culpam mutuamente pela polui\u00e7\u00e3o, embora em um acordo anunciado em 2015, a Occidental Petroleum <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/2015\/mar\/05\/indigenous-peruvians-amazon-pollution-settlement-us-oil-occidental\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">tenha pago uma quantia<\/a> n\u00e3o revelada a cinco comunidades Achuar pela polui\u00e7\u00e3o na Bacia de Corrientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Felix Castro, promotor ambiental do governo em Nauta, disse que o eventual fechamento dos Blocos 192 e 8 exigir\u00e1 a repara\u00e7\u00e3o dos danos e a remo\u00e7\u00e3o das centenas de quil\u00f4metros de tubula\u00e7\u00f5es que cruzam as florestas e os rios. Tamb\u00e9m exigir\u00e1 a veda\u00e7\u00e3o de todos os po\u00e7os, incluindo alguns abandonados que est\u00e3o vazando. Na aldeia de Miraflores, no Rio Mara\u00f1\u00f3n, os moradores reclamam que, quando o rio sobe, o \u00f3leo de um po\u00e7o abandonado transborda para a superf\u00edcie durante as fortes chuvas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Marsella, no Rio Tigre, Magu\u00edn Magipo limpou a vegeta\u00e7\u00e3o ao redor de um grande tubo em um local que chamou de \u201c<em>chancher\u00eda\u201d<\/em> ou chiqueiro \u2014 assim nomeado por ter sido, d\u00e9cadas atr\u00e1s, o lugar onde os trabalhadores inseriam um dispositivo chamado porco no interior do tubo para limp\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1100\" height=\"733\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Marsella-restos-de-ducto.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3763\" srcset=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Marsella-restos-de-ducto.jpg 1100w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Marsella-restos-de-ducto-300x200.jpg 300w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Marsella-restos-de-ducto-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><figcaption>Tubos abandonados est\u00e3o entre os res\u00edduos remanescentes na \u00e1rea polu\u00edda onde ficava uma refinaria de petr\u00f3leo perto da comunidade de Marsella, no Rio Tigre. O local foi designado como prioridade para remedia\u00e7\u00e3o. Foto: B\u00e1rbara Fraser<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As comunidades t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o complicada com os velhos tubos que cobrem seus territ\u00f3rios, disse a antrop\u00f3loga equatoriana Mar\u00eda Antonieta Guzm\u00e1n-Gonz\u00e1lez, que estudou os impactos das opera\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas nas comunidades ao longo do Rio Tigre.<\/p>\n\n\n\n<p>As comunidades vigiam os tubos abandonados, \u00e0s vezes vendendo metal para sucata, disse ela, e os protege de estranhos que os roubariam. Enquanto as tubula\u00e7\u00f5es e outras infraestruturas permanecerem em suas terras, explica, h\u00e1 tamb\u00e9m a esperan\u00e7a de que o governo acabe voltando para limpar os danos causados por permitir que a floresta tropical tenha sido tratada como uma zona industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA infraestrutura abandonada \u00e9 um artefato que permite que as pessoas forcem o Estado a assumir a responsabilidade\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"gb-headline gb-headline-38981800 gb-headline-text\"><strong>Tornando a rede de Loreto verde<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Embora muitas das comunidades no interior e ao redor dos Blocos 192 e 8 tenham eletricidade por apenas algumas horas ao dia, se \u00e9 que t\u00eam, o petr\u00f3leo mant\u00e9m as luzes acesas em Iquitos, a capital regional. Sem acesso rodovi\u00e1rio a partir do litoral ou do planalto, a cidade de aproximadamente meio milh\u00e3o de habitantes tamb\u00e9m n\u00e3o tem liga\u00e7\u00e3o com a rede de energia do pa\u00eds e obt\u00e9m sua eletricidade de um gerador a diesel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1100\" height=\"733\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Solar-panel.jpg\" alt=\"Solar-panel\" class=\"wp-image-3803\" srcset=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Solar-panel.jpg 1100w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Solar-panel-300x200.jpg 300w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Solar-panel-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><figcaption>Um painel solar dom\u00e9stico se encontra acima da \u00e1gua durante a esta\u00e7\u00e3o das cheias na comunidade ind\u00edgena Urarina de Nueva Uni\u00f3n, no Rio Chambira, no Peru. Foto: Ginebra Pe\u00f1a<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma proposta de executar uma linha de transmiss\u00e3o de Moyobamba, uma cidade na regi\u00e3o vizinha de San Mart\u00edn, para Iquitos foi paralisada quando organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, ambientalistas e funcion\u00e1rios do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/andes-to-the-amazon\/2016\/sep\/03\/latin-americas-largest-ramsar-site-586-transmission-line\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">se opuseram<\/a>, pois cortaria ecossistemas sens\u00edveis e incentivaria a migra\u00e7\u00e3o de colonos \u00e0 floresta.<\/p>\n\n\n\n<p>Se Iquitos n\u00e3o estiver conectada \u00e0 rede nacional, por\u00e9m, e se a era do petr\u00f3leo estiver chegando ao fim, a quest\u00e3o \u00e9 qual ser\u00e1 a melhor forma de mudar para energias mais verdes e renov\u00e1veis \u200bna capital, bem como nas cidades menores e em zonas rurais da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"magnific-side-container\">\n    <a class=\"image-popup-vertical-fit\" href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/SOLAR_portugues.gif\" title=\"\">\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/SOLAR_portugues.gif\" width=\"400\" height=\"auto\">\n    <\/a>\n<figcaption><a href=\"https:\/\/www.ecologiaverde.com\/ventajas-y-desventajas-de-la-energia-solar-2314.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\n    Ecolog\u00eda Verde\n<\/a><\/figcaption>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Uma possibilidade \u00e9 o Sol. Embora a regi\u00e3o amaz\u00f4nica n\u00e3o receba a luz solar mais forte do pa\u00eds \u2014 o deserto costeiro do sul tem essa distin\u00e7\u00e3o \u2014 especialistas dizem ser suficiente para abastecer resid\u00eancias e empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe eu tivesse de planejar o futuro de aldeias, povoados e cidades amaz\u00f4nicos, iria direto para a produ\u00e7\u00e3o local e distribu\u00edda principalmente de energia solar\u201d, disse Paulo Nobre, pesquisador s\u00eanior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO mais desafiador n\u00e3o \u00e9 a efici\u00eancia\u201d, acrescentou. \u201c\u00c9 voc\u00ea tornar cada aldeia ou cidade independente [para] n\u00e3o depender de petr\u00f3leo ou de eletricidade chegando de outro lugar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por quase duas d\u00e9cadas, o Minist\u00e9rio de Energia e Minas do Peru vem instalando pain\u00e9is solares em resid\u00eancias em toda a Amaz\u00f4nia. Em Nueva Uni\u00f3n, no Rio Chambira, as casas sem \u00e1gua pot\u00e1vel ou saneamento t\u00eam pequenos pain\u00e9is solares que foram instalados em meados de 2021. Eles s\u00e3o suficientes para acender uma ou duas l\u00e2mpadas e carregar um telefone celular.<\/p>\n\n\n\n<p>Ivo Salazar, que trabalhou no programa do Minist\u00e9rio no in\u00edcio dos anos 2000, defende a liga\u00e7\u00e3o das casas de uma comunidade em uma minirrede. Isso, disse ele, forneceria eletricidade suficiente para alimentar aparelhos ou outros equipamentos \u2014 freezers para pescadores, por exemplo \u2014 permitindo que as fam\u00edlias gerenciem pequenos neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>Salazar, que hoje trabalha para Solu\u00e7\u00f5es Pr\u00e1ticas, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, cujo projeto-piloto \u00e9 a instala\u00e7\u00e3o de energia solar em escolas nas regi\u00f5es do Amazonas e Puno, no Peru, observa que a preocupa\u00e7\u00e3o com a energia em Loreto vai al\u00e9m do estabelecimento de uma fonte renov\u00e1vel. Aumentar a efici\u00eancia do uso de energia em Iquitos e melhorar o transporte na cidade tamb\u00e9m s\u00e3o cruciais, disse ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mudan\u00e7a de combust\u00edveis f\u00f3sseis para energia solar, um passo intermedi\u00e1rio pode ser necess\u00e1rio, disse Enio Pereira, pesquisador s\u00eanior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil, cujo foco \u00e9 a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"magnific-side-container\">\n    <a class=\"image-popup-vertical-fit\" href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/HIDROGENO_portugues.gif\" title=\"\">\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/HIDROGENO_portugues.gif\" width=\"400\" height=\"auto\">\n    <\/a>\n<figcaption><a href=\"https:\/\/www.greentechmedia.com\/articles\/read\/green-hydrogen-explained\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\n    Greentech Media \n<\/a><\/figcaption>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Ele v\u00ea o \u201chidrog\u00eanio verde\u201d \u2014 produzido pela divis\u00e3o dos \u00e1tomos de hidrog\u00eanio do oxig\u00eanio na \u00e1gua e, em seguida, usando o hidrog\u00eanio como combust\u00edvel \u2014 como uma ponte. O processo consome energia \u2014 que deve ser de fonte renov\u00e1vel, como a solar, para que o hidrog\u00eanio seja considerado \u201cverde\u201d \u2014 e ainda \u00e9 caro e pouco utilizado, mas est\u00e1 <a href=\"https:\/\/www.greentechmedia.com\/articles\/read\/green-hydrogen-explained\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">chamando cada vez mais a aten\u00e7\u00e3o<\/a>, principalmente na Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras pontes poss\u00edveis \u2013 como a queima de biomassa ou a gera\u00e7\u00e3o de hidroeletricidade \u2013 foram sugeridas, mas t\u00eam desvantagens significativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Executivos da Petroper\u00fa, companhia petrol\u00edfera estatal do Peru, insistem que o petr\u00f3leo ser\u00e1 necess\u00e1rio por algum tempo e procuram uma empresa parceira para operar o Bloco 192.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, no entanto, outra solu\u00e7\u00e3o pode estar no horizonte. Em dezembro de 2021, a empresa francesa EDF Renewables <a href=\"https:\/\/www.edf-renouvelables.com\/en\/edf-renewables-wins-a-microgrid-tender-in-peru-combining-solar-power-generation-and-storage-to-supply-the-biggest-remote-city-in-the-world\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ganhou uma concess\u00e3o de 20 anos<\/a> para construir e operar uma usina fotovoltaica que substituiria 40% a 50% da energia atualmente fornecida pelo gerador a diesel de Iquitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Executivos do escrit\u00f3rio da empresa no Peru se recusaram a dar entrevista e a Electro Oriente, a atual fornecedora de energia, com a qual a EDF faria parceria, n\u00e3o respondeu aos pedidos de entrevista.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"gb-headline gb-headline-0dcb2a09 gb-headline-text\"><strong>Substituindo a economia do petr\u00f3leo<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O petr\u00f3leo n\u00e3o apenas mant\u00e9m as luzes acesas em Iquitos. A ind\u00fastria do petr\u00f3leo impulsionou o crescimento da cidade na segunda metade do s\u00e9culo 20 e colocou cerca de US$ 37 bilh\u00f5es nos cofres do governo no \u00faltimo meio s\u00e9culo, de acordo com o economista Roger Grandez de Iquitos, que estudou a economia do petr\u00f3leo na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio ser\u00e1 substituir essa receita, bem como ajudar as pessoas a desenvolverem meios de subsist\u00eancia decentes e sustent\u00e1veis \u200b\u200bnas comunidades rurais onde as empresas petrol\u00edferas forneceram empregos e onde outras op\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas s\u00e3o escassas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o h\u00e1 consenso sobre o modelo de desenvolvimento adequado para uma regi\u00e3o onde a economia sempre se baseou na extra\u00e7\u00e3o de recursos naturais \u2014 peles de animais e carne de ca\u00e7a selvagem, borracha, madeira, petr\u00f3leo e, mais recentemente, ouro extra\u00eddo por dragas ilegais, principalmente nos Rios Putumayo, Napo e Nanay. Culturas de commodities \u2014 legais, como cacau e caf\u00e9, assim como culturas de drogas il\u00edcitas como a coca, o ingrediente ativo da coca\u00edna \u2014 tamb\u00e9m fizeram incurs\u00f5es em Loreto nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, resultando em desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"magnific-side-container\">\n    <a class=\"image-popup-vertical-fit\" href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/BIOMASA_portugues.gif\" title=\"\">\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/BIOMASA_portugues.gif\" width=\"400\" height=\"auto\">\n    <\/a>\n<figcaption><a href=\"https:\/\/education.nationalgeographic.org\/resource\/biomass-energy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\n    National Geographic; R\u00edos, A.; Nobre, P.\n<\/a><\/figcaption>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Para o bi\u00f3logo Jos\u00e9 Alvarez, que chefia o escrit\u00f3rio biodiversidade do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, o <a href=\"http:\/\/revistas.iiap.gob.pe\/index.php\/foliaamazonica\/article\/download\/476\/527\/\">&nbsp;<\/a><a href=\"http:\/\/revistas.iiap.gob.pe\/index.php\/foliaamazonica\/article\/download\/476\/527\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">futuro est\u00e1 na bioeconomia<\/a> baseada no melhor manejo da pesca e da vida selvagem para fornecer prote\u00edna suficiente a comunidades onde a desnutri\u00e7\u00e3o e a anemia persistem, al\u00e9m da colheita de frutas, fibras e outros produtos da floresta, sem cortar \u00e1rvores.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua vis\u00e3o \u00e9 semelhante a uma proposta feita por um grupo de cientistas na c\u00fapula clim\u00e1tica da ONU em Glasgow, na Esc\u00f3cia, em 2021. Apelidado de \u201cAmazon 4.0\u201d, <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2020\/10\/02\/opinion\/amazon-rainforest-climate-change.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">esse modelo<\/a> tamb\u00e9m enfatiza uma economia baseada na natureza, al\u00e9m de colocar tecnologias modernas nas m\u00e3os das comunidades locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Um <a href=\"https:\/\/growthlab.cid.harvard.edu\/policy-research\/loreto-peru\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estudo de&nbsp; Loreto<\/a> realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard concluiu que a falta de coordena\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o os principais obst\u00e1culos ao crescimento econ\u00f4mico de Loreto em setores como turismo e desenvolvimento de produtos, como vislumbra Alvarez.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a regi\u00e3o enfrenta outros desafios econ\u00f4micos. Mais de 80% da economia de Loreto \u00e9 informal, de acordo com o estudo de Harvard, em compara\u00e7\u00e3o com cerca de 72% do pa\u00eds como um todo, e atividades ilegais \u2014 cultivo de drogas e tr\u00e1fico de drogas, extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira e, cada vez mais, dragas ilegais de ouro ao longo dos rios \u2014 se expandiram durante a pandemia de coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, um <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Coordinadora-por-el-Desarrollo-de-Loreto-CDL-103356001493282\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">grupo<\/a> que se autodenomina Comit\u00ea Coordenador para o Desenvolvimento de Loreto se manifestou contra o <a href=\"https:\/\/www.cepal.org\/en\/escazuagreement\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Acordo de Escaz\u00fa<\/a>, um tratado latino-americano que garantiria \u00e0s comunidades o acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre quest\u00f5es ambientais e ajudaria a proteger as pessoas que defendem o meio ambiente e os direitos territoriais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais recentemente, em comunicado tamb\u00e9m assinado pelo governador da regi\u00e3o de Loreto, o grupo pediu para o Congresso do Peru <a href=\"https:\/\/perulegal.larepublica.pe\/temas-legales\/derechos-humanos\/2022\/04\/28\/gobernador-de-loreto-exige-derogatoria-de-ley-piaci-3019\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">revogar a legisla\u00e7\u00e3o<\/a> que protege os ind\u00edgenas semi-n\u00f4mades que vivem isolados em Loreto. O grupo alegou que separar faixas de terra florestadas para proteger povos isolados \u2014 cuja pr\u00f3pria exist\u00eancia \u00e9 questionada \u2014 \u00e9 um obst\u00e1culo para o desenvolvimento da regi\u00e3o, incluindo as opera\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo. A organiza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena regional em Loreto <a href=\"https:\/\/www.orpio.org.pe\/pronuncimiento-no-a-la-derogacion-de-la-ley-n28736-ley-de-proteccion-de-los-piaci\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">rejeitou veementemente<\/a> essas alega\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, a Petroper\u00fa continua a promover a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o e alguns l\u00edderes ind\u00edgenas assumiram uma posi\u00e7\u00e3o amb\u00edgua, dizendo que n\u00e3o se op\u00f5em \u00e0 perfura\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, desde que n\u00e3o polua o meio ambiente, enquanto outros pedem uma transi\u00e7\u00e3o longe dos combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n\n\n\n<p>Um grupo que tem se mantido firme s\u00e3o os Wampis, que em 2015 <a href=\"https:\/\/www.iwgia.org\/en\/peru\/3265-wampis-nation-peru.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">se declarou uma Na\u00e7\u00e3o<\/a> e formou um governo territorial aut\u00f4nomo. Em mar\u00e7o de 2022, em reuni\u00e3o com o relator especial da ONU sobre subst\u00e2ncias t\u00f3xicas e direitos humanos, representantes da na\u00e7\u00e3o Wampis e da Federa\u00e7\u00e3o Nacional Achuar do Peru <a href=\"https:\/\/nacionwampis.com\/lote-64-estamos-decididos-a-no-dejar-ingresar-a-las-empresas-petroleras-informaron-lideres-achuar-y-wampis-a-relator-de-la-onu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;reiteraram sua oposi\u00e7\u00e3o<\/a> \u00e0s opera\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas no Bloco 64, na Bacia Hidrogr\u00e1fica de Pastaza.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o bloco est\u00e1 nas m\u00e3os da Petroper\u00fa, mas a empresa estatal carece de financiamento para oper\u00e1-lo sem um parceiro internacional. Ao menos quatro companhias internacionais de petr\u00f3leo se retiraram desse bloco ao longo dos anos por causa de protestos de comunidades ind\u00edgenas, e parece cada vez mais improv\u00e1vel encontrar um novo parceiro disposto a investir em novas explora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a maior parte da floresta tropical intacta do Peru est\u00e1 em Loreto, o que torna a regi\u00e3o crucial para cumprir os&nbsp; <a href=\"https:\/\/climateactiontracker.org\/countries\/peru\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">compromissos do Peru<\/a> nos acordos clim\u00e1ticos internacionais, pois o desmatamento, principalmente provocados pelas mudan\u00e7as do uso da terra de floresta para agricultura, \u00e9 a maior fonte de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa no pa\u00eds. Contudo, o desmatamento em Loreto aumentou 17% em 2020, em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Grupos internacionais, <a href=\"https:\/\/www.iea.org\/reports\/net-zero-by-2050\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">incluindo a Ag\u00eancia Internacional de Energia<\/a>, tamb\u00e9m pediram a proibi\u00e7\u00e3o do desenvolvimento de novos campos de petr\u00f3leo e uma redu\u00e7\u00e3o acentuada na produ\u00e7\u00e3o para manter o aquecimento global a n\u00e3o mais de 1,5 \u00baC acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"magnific-side-container\">\n    <a class=\"image-popup-vertical-fit\" href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/HIDROELECTRICIDAD_portugues.gif\" title=\"\">\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/HIDROELECTRICIDAD_portugues.gif\" width=\"400\" height=\"auto\">\n    <\/a>\n<figcaption><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.aao1642\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Anderson et al<\/a>(2018),\n    <a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1002\/aqc.3424\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Latrubesse et al<\/a> (2021), Fearnside,\n    Philip\n<\/figcaption>\n\n<\/div>\n\n\n\n<p>Com as recentes descobertas de petr\u00f3leo no mar na Guiana e no Suriname, \u00e9 improv\u00e1vel que o petr\u00f3leo na Amaz\u00f4nia peruana \u2013 que \u00e9 dif\u00edcil de extrair e tem sido uma fonte de crescente conflito com as comunidades locais \u2013 seja atraente para os investidores externos. E o ex-ministro do Meio Ambiente Manuel Pulgar-Vidal, que hoje \u00e9 chefe interino da Comiss\u00e3o de Crise Clim\u00e1tica da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza, apontou que, se as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas fizerem com que a floresta amaz\u00f4nica <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/science-environment-60650415\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">se torne uma savana tropical<\/a>, Loreto precisaria se preparar para um futuro ainda mais dr\u00e1stico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNosso futuro \u00e9 um sem petr\u00f3leo\u201d, disse Shapion Noninga, secret\u00e1rio t\u00e9cnico do Wampis Na\u00e7\u00e3o. \u201cnosso futuro ser\u00e1 baseado em uma bioeconomia e agroecologia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas ideias j\u00e1 est\u00e3o sendo testadas por comunidades ind\u00edgenas amaz\u00f4nicas, disse ele \u2013 coisas como colher aguaje, fruto da palmeira (<em>Mauritia flexuosa<\/em>) sem derrubar a \u00e1rvore, plantar e colhendo um bambu n\u00e3o invasivo, fazendo farinha de banana, piscicultura e peixes selvagens gest\u00e3o. Essas coisas precisam ser combinadas com a educa\u00e7\u00e3o ambiental para as crian\u00e7as, ele adicionado.<\/p>\n\n\n\n<p>Noninga gostaria de reunir cientistas com povos ind\u00edgenas para discutir a possibilidades e elaborar uma proposta. Ele sonha com um plano elaborado em conjunto, por cientistas e Povos ind\u00edgenas, n\u00e3o apenas para os wampis, e n\u00e3o apenas para o Peru, mas um que poderia ser abra\u00e7ado por todos os povos ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1100\" height=\"733\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Lights-at-night-Nva-Union.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3805\" srcset=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Lights-at-night-Nva-Union.jpg 1100w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Lights-at-night-Nva-Union-300x200.jpg 300w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Lights-at-night-Nva-Union-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><figcaption>\u00c0 noite, um brilho suave mostra quais fam\u00edlias em Nueva Uni\u00f3n instalaram pain\u00e9is solares e baterias dom\u00e9sticas. Os sistemas geram eletricidade suficiente para alimentar uma ou duas l\u00e2mpadas ou carregar um telefone celular, mas n\u00e3o para eletrodom\u00e9sticos maiores. 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Enormes p\u00e2ntanos de palmeira aguaje (Mauritia flexuosa) nas plan\u00edcies amaz\u00f4nicas do Peru fornecem alimento e fibra aos humanos e a outras criaturas da floresta. Foto: Ginebra Pe\u00f1a Por Barbara Fraser Compartilhar: Quando os prospectores encontraram petr\u00f3leo perto do Rio Corrientes, no nordeste do Peru, em 1971, funcion\u00e1rios &#8230; <a title=\"Um futuro sem petr\u00f3leo\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/pt\/um-futuro-sem-petroleo\/\" aria-label=\"Read more about Um futuro sem petr\u00f3leo\">Read more<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-3772","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Um futuro sem petr\u00f3leo - Traces of oil in the peruvian amazon<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/pt\/um-futuro-sem-petroleo\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Loreto \u00e9 capaz de planejar um futuro sem petr\u00f3leo?\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Na d\u00e9cada de 1970, uma descoberta de petr\u00f3leo na regi\u00e3o de Loreto, no nordeste do Peru, foi anunciada como o caminho para o desenvolvimento. 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