{"id":3703,"date":"2022-06-18T13:53:35","date_gmt":"2022-06-18T20:53:35","guid":{"rendered":"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/huellas-del-petroleo\/?p=3703"},"modified":"2022-07-19T15:14:54","modified_gmt":"2022-07-19T22:14:54","slug":"cascata-de-consequencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/pt\/cascata-de-consequencias\/","title":{"rendered":"Cascata de consequ\u00eancias"},"content":{"rendered":"<div class=\"gb-container gb-container-2ac45a36 alignfull\" id=\"Header-part-2\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<div class=\"wrapper-container\">\n  \n  <div class=\"bg-container\"><\/div>\n  <div class=\"fg-container\"><\/div>\n\n  <div class=\"title-effect\">\n <h1>Derramamentos de petr\u00f3leo<br>desencadeiam uma  cascata de\nconsequ\u00eancias<\/h1>\n  <\/div>\n\n  <!--arrow down-->\n  <a class=\"arrow bounce smooth-scroll\" href=\"#scrollDown\"><i class=\"fa fa-angle-down fa-2x\" aria-hidden=\"true\"><\/i><\/a>\n<\/div>\n  <!--END arrow down-->\n\n<\/div><\/div>\n\n<div class=\"gb-container gb-container-ddb5b268 alignfull\" id=\"figcaption\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<div class=\"wp-block-image\" id=\"scrollDown\">\n<figcaption>As inunda\u00e7\u00f5es sazonais inundam a aldeia Urarina de Nueva Uni\u00f3n, deixando-a praticamente sem nenhum solo seco. As pessoas usam canoas para visitar os vizinhos ou ir \u00e0 escola, mas sem um local suficientemente alto para os cultivos, a comida \u00e9 escassa. Foto: Ginebra Pena<\/figcaption>\n<\/div>\n\n<\/div><\/div>\n\n<div class=\"gb-container gb-container-933f5e6d\" id=\"byline\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<!--BYLINE-->\n<div class=\"tooltip-container\">\n    <p>Por <span class=\"fraser-tooltip-port\">Barbara Fraser<\/span> <\/p>\n<\/div>\n<!--END BYLINE-->\n\n<\/div><\/div>\n\n<div class=\"gb-container gb-container-93180f9a\" id=\"share\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<div class=\"share-wrapper\">\n\n  <div class=\"title\">\n    <p> Compartilhar:<\/p>\n  <\/div>\n  \n    <div class=\"container fb\">\n  <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/en\/oil-spills-trigger-a-cascade-of-consequences\/\"><span><i class=\"fab fa-facebook-f fa-lg\"><\/i><\/span><\/a>\n  \n    <\/div>\n    <div class=\"container tw\">\n    <a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/en\/oil-spills-trigger-a-cascade-of-consequences\/\"><span><i class=\"fab fa-twitter fa-lg\"><\/i><\/span><\/a>\n   <\/div>\n   \n  <\/div>\n\n<\/div><\/div>\n\n<div class=\"gb-container gb-container-e9f0da6d\" id=\"story-2\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Quando uma mancha de \u00f3leo e peixes mortos flutuaram pelo Rio Cuninico no final de junho de 2014, os moradores da aldeia de Cuninico n\u00e3o podiam prever o que um derramamento de um oleoduto pr\u00f3ximo significaria para sua comunidade de aproximadamente 80 fam\u00edlias. Oito anos depois, a pesca que sustentava os moradores n\u00e3o se recuperou, os cuidados \u00e0 sa\u00fade prometidos pelo governo em resposta a uma a\u00e7\u00e3o judicial das comunidades afetadas foram entregues apenas parcialmente e o pagamento pelos danos continua pendente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs coisas est\u00e3o dif\u00edceis\u201d, disse C\u00e9sar Mozombite, um l\u00edder da comunidade de Cuninico, na margem do rio onde o estreito Cuninico se junta ao Rio Mara\u00f1\u00f3n, na regi\u00e3o de Loreto, no nordeste do Peru. \u201cH\u00e1 uma escassez de alimentos. Perdemos o peixe. Muitos pais e jovens est\u00e3o deixando a comunidade para trabalhar e sustentar suas fam\u00edlias. A vida aqui \u00e9 dura agora.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para as pessoas que vivem nos campos de petr\u00f3leo amaz\u00f4nicos do Peru, os derramamentos de po\u00e7os e oleodutos foram seguidos por uma cascata de consequ\u00eancias. Algumas, como res\u00edduos de piche e equipamentos descartados, s\u00e3o vis\u00edveis. Outras, como turbul\u00eancias econ\u00f4micas, s\u00e3o menos \u00f3bvias \u00e0 primeira vista. E h\u00e1 uma incerteza persistente sobre os impactos no longo prazo dos derramamentos de \u00f3leo sobre o meio ambiente e sa\u00fade humana, assim como \u2013 ou se \u2013 os danos ambientais ser\u00e3o limpos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1100\" height=\"733\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Cesar-Mozombite.jpg\" alt=\"Cesar-Mozombite\" class=\"wp-image-3654\" srcset=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Cesar-Mozombite.jpg 1100w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Cesar-Mozombite-300x200.jpg 300w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Cesar-Mozombite-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><figcaption>C\u00e9sar Mozombite, da principal comunidade Kukama de Cuninico, no baixo Rio Mara\u00f1\u00f3n, diz que os derramamentos de petr\u00f3leo trouxeram dificuldades econ\u00f4micas \u00e0s comunidades afetadas. Foto: Ginebra Pe\u00f1a<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Comparado a alguns dos derramamentos de petr\u00f3leo mais infames do mundo, como o de Exxon Valdez, nos Estados Unidos, ou o de Prestige, na costa da Espanha, aquele ocorrido rio acima, na aldeia ind\u00edgena Kukama de Cuninico, foi pequeno \u2013 cerca de 2.300 barris de petr\u00f3leo vazaram no canal destinado a manter os derramamentos contidos. Mas nessa parte do mundo, onde a maioria dos moradores depende da \u00e1gua da superf\u00edcie para beber, cozinhar e tomar banho e n\u00e3o tem como remover os contaminantes industriais, mesmo um pequeno derramamento \u00e9 desastroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Cuninico, o derramamento de petr\u00f3leo desencadeou uma s\u00e9rie de impactos, alguns dos quais ficaram imediatamente evidentes \u2013 como os peixes, p\u00e1ssaros e vegeta\u00e7\u00e3o encharcados de \u00f3leo \u2013, j\u00e1 outros surgiram aos poucos nas semanas e meses subsequentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora vivessem perto de algumas das zonas de pesca mais ricas da regi\u00e3o, da noite para o dia os membros da comunidade perderam tanto sua principal fonte de prote\u00edna quanto seu sustento, pois os comerciantes evitavam seus peixes. As pessoas tinham medo de tirar \u00e1gua do rio, que era a sua fonte prim\u00e1ria, e as m\u00e3es se preocupavam com a sa\u00fade das suas fam\u00edlias. Oito anos depois, esses receios persistem.<\/p>\n\n\n\n<p>No governo, os eventos marcaram uma mudan\u00e7a na forma como a petroleira estatal Petroper\u00fa, que opera o oleoduto, tratou os vazamentos. Imediatamente ap\u00f3s a descoberta da mancha de \u00f3leo, a empresa contratou homens da comunidade para encontrar a ruptura no oleoduto, que at\u00e9 ent\u00e3o estava sob mais de um metro de \u00e1gua e \u00f3leo espesso. Os homens mergulharam na \u00e1gua oleosa enquanto procuravam o rompimento usando roupas comuns, pois n\u00e3o receberam equipamentos de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma&nbsp; <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QlQemzyhPrE&amp;ab_channel=Panorama\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">reportagem<\/a> transmitida pelo Canal 5, um canal de televis\u00e3o de Lima com alcance nacional, que tamb\u00e9m revelou que v\u00e1rios menores estavam entre os trabalhadores, for\u00e7ou a substitui\u00e7\u00e3o de toda a diretoria da Petroper\u00fa. A companhia tamb\u00e9m come\u00e7ou a trabalhar com empreiteiros, que eram obrigados a fornecer equipamentos de prote\u00e7\u00e3o aos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>A limpeza gerou empregos que pagavam o equivalente a cerca de US$ 25 por dia, mais de sete vezes o valor comumente pago por um dia de trabalho. A remunera\u00e7\u00e3o, que era um \u00edm\u00e3 para pessoas de fora em busca de ocupa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m fez disparar uma rodada de infla\u00e7\u00e3o. Flor de Mar\u00eda Parana, a \u201cm\u00e3e ind\u00edgena\u201d de Cuninico ou representante das mulheres, disse que o pre\u00e7o dos ovos subiu de cinco por um sol peruano, o equivalente a cerca de 30 centavos, para dois por um sol e, em seguida, um sol por unidade. Mesmo depois que os trabalhos de limpeza terminaram e os empregos se foram, os pre\u00e7os nunca voltaram aos n\u00edveis anteriores ao derramamento.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edderes de Cuninico e de tr\u00eas outras comunidades que pescavam na mesma \u00e1rea entraram com a\u00e7\u00f5es judiciais exigindo assist\u00eancia m\u00e9dica e indeniza\u00e7\u00e3o pela perda dos meios de subsist\u00eancia e por danos ambientais. Defenderam seu caso perante a Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos, onde <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=AG17mzdMiEU&amp;ab_channel=Comisi%C3%B3nInteramericanadeDerechosHumanos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Parana brandiu uma garrafa <\/a>cheia de \u00e1gua oleosa contra representantes do governo peruano e da estatal Petroper\u00fa. At\u00e9 agora, no entanto, as promessas de ajuda n\u00e3o foram cumpridas.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da limpeza, o \u00f3leo permanece no sedimento sob o oleoduto. O mesmo ocorre em outras comunidades da bacia do Rio Mara\u00f1\u00f3n que sofreram derramamentos do Oleoduto Norte Peruano, que passa por Cuninico e por dezenas de outras comunidades ao longo de seu trajeto at\u00e9 a costa, ou dos oleodutos dos Lotes 192 e 8, os mais antigos e maiores campos de petr\u00f3leo na regi\u00e3o de Loreto, no Peru.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"gb-headline gb-headline-76efd9d7 gb-headline-text\"><strong>O \u00f3leo permanece no sedimento<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>As fortes chuvas sazonais fazem com que os rios transbordem por meses a fio, depositando sedimentos cruciais com nutrientes nas florestas, mas tamb\u00e9m lavando contaminantes atrav\u00e9s das vastas, biodiversas e hidrologicamente complexas zonas \u00famidas de Loreto, onde os moradores dependem dos rios e florestas para seu sustento.<\/p>\n\n\n\n<p>A esta\u00e7\u00e3o chuvosa em Loreto vai mais ou menos de novembro a maio, e no in\u00edcio de abril deste ano a \u00e1gua havia subido al\u00e9m do primeiro andar das v\u00e1rias dezenas de casas de madeira em Nueva Uni\u00f3n, uma aldeia Urarina no Rio Chambira, um afluente do Mara\u00f1\u00f3n. \u00c0 medida que o rio subia, as fam\u00edlias juntavam seus pertences e se mudavam para o segundo andar de suas casas de&nbsp; telhado de zinco.<\/p>\n\n\n\n<p>Na parte de tr\u00e1s de cada casa, a plataforma da cozinha, com um po\u00e7o quadrado cheio de areia para a tradicional fogueira de tr\u00eas toras, permanecia acima do n\u00edvel da \u00e1gua, enquanto os patos nadavam sob as t\u00e1buas do piso e as galinhas se empoleiravam em galinheiros constru\u00eddos sobre as palafitas.<\/p>\n\n\n<div class=\"gb-container gb-container-fb0b4457 alignfull\"><div class=\"gb-inside-container\">\n<div class=\"gb-container gb-container-a6287116 alignfull\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<div class=\"trigger1\"><\/div>\n<div class=\"reveal1\">\n    <h1>\u201cEm 40 anos de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo,<br>n\u00e3o houve desenvolvimento para<br>os ind\u00edgenas da Chambira\u201d<\/h1>\n<p> Gilberto Inuma Arahuata<\/p>\n<\/div>\n\n<\/div><\/div>\n\n<div class=\"gb-container gb-container-71c8f80e alignfull\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<figcaption>Roberto L\u00f3pez, vice-presidente da organiza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena Urarina FEPIURCHA, guia seu barco pelas casas na comunidade de Nueva Uni\u00f3n durante a \u00e9poca de cheia. Foto: Ginebra Pe\u00f1a<\/figcaption>\n\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n<p>At\u00e9 que o n\u00edvel da \u00e1gua baixasse novamente, todas as atividades ao ar livre \u2013 desde visitar vizinhos at\u00e9 ir \u00e0 escola \u2013 seriam feitas de canoa. Na frente da maioria das casas, uma pequena plataforma flutuante de troncos amarrados juntos servia&nbsp; como um ancoradouro e um local para lavar roupas e tomar banho. As crian\u00e7as mais novas se molhavam na \u00e1gua no calor do dia, enquanto as mais velhas jogavam uma esp\u00e9cie de p\u00f3lo aqu\u00e1tico em torno de postes de futebol meio submersos ao lado da escola prim\u00e1ria de madeira.<\/p>\n\n\n\n<p>No meio da comunidade, dois oleodutos envelhecidos surgiram da floresta inundada e desapareceram sob o rio, emergindo novamente ao lado de uma cabine de controle na margem oposta. O oleoduto transporta&nbsp; \u00f3leo bruto de po\u00e7os de petr\u00f3leo rio acima at\u00e9 a esta\u00e7\u00e3o de bombeamento n.\u00ba 1 da Petroper\u00fa, na cidade de Saramuro, no Rio Mara\u00f1\u00f3n. Em uma tarde ensolarada, algu\u00e9m pendurou um cobertor rec\u00e9m lavado sobre um dos tubos para secar.<\/p>\n\n\n\n<!--MAP 1-->\n<div class=\"magnific-side-container\">\n    <a class=\"image-popup-vertical-fit\" href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/MAPA1_portugues.jpg\" title=\"\">\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/MAPA1_portugues.jpg\" width=\"400\" height=\"auto\">\n        <figcaption>Gr\u00e1fico: Ferm\u00edn Garc\u00eda<\/figcaption>\n    <\/a>\n<\/div>\n\n\n\n<p>N\u00e3o muito distante da comunidade, ao longo da rota do oleoduto, um derramamento de \u00f3leo quase uma d\u00e9cada atr\u00e1s foi limpo de forma inadequada, dizem os membros da comunidade. O local fica submerso nesta \u00e9poca do ano, mas os l\u00edderes comunit\u00e1rios t\u00eam fotos da esta\u00e7\u00e3o seca que mostram o petr\u00f3leo misturado ao solo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os moradores de Nueva Uni\u00f3n e Nuevo Per\u00fa, ligeiramente rio abaixo, se preocupam com o que acontece com esse sedimento polu\u00eddo quando as chuvas chegam e o rio sobe. Crian\u00e7as e adultos sofrem de dores de est\u00f4mago e diarreia, mas \u00e9 dif\u00edcil dizer se isso \u00e9 causado por contaminantes industriais ou coliformes que podem sair de latrinas inundadas ou se \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o dos dois. Os padr\u00f5es de qualidade da \u00e1gua do Peru dos rios amaz\u00f4nicos n\u00e3o levam em considera\u00e7\u00e3o o n\u00famero de pessoas em toda a regi\u00e3o para as quais as hidrovias s\u00e3o a \u00fanica fonte de \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/p>\n\n\n<div class=\"gb-container gb-container-9ca5c73e alignfull\" id=\"photo-gallery\"><div class=\"gb-inside-container\">\n<div class=\"gb-container gb-container-41a41e16\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<!--PHOTO GALLERY-->\n<div class=\"popup-gallery\">\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/1-Urarinas.jpg\" title=\"A \u00e1gua escura e parada reflete as copas das \u00e1rvores e as nuvens enquanto uma canoa desliza ao\n    longo do canal que cont\u00e9m um oleoduto que atravessa a comunidade Urarina de Nueva Uni\u00f3n, no rio\n    Chambira, no Peru. Foto: Ginebra Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/2-Urarinas.jpg\" title=\"Uma canoa se aproxima de um lago onde o \u00f3leo derramou de um oleoduto perto da comunidade de Nuevo\n    Progreso, no rio Chambira, no Peru. O \u00f3leo permanece na turfa de um p\u00e2ntano de palmeiras pr\u00f3ximo\n    ao lago. Foto: Ginebra Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/3-2-Nuevo-Peru-1-Urarinas.jpg\" title=\"Quando Leonardo Tello, da R\u00e1dio Ucamara, lan\u00e7a um drone para obter uma vis\u00e3o a\u00e9rea da comunidade\n        Urarina de Nuevo Peru, todos na cozinha param para assistir. Foto: Ginebra Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/4-Urarinas.jpg\" title=\"Uma fam\u00edlia come\u00e7a o dia na comunidade ind\u00edgena Urarina de Nueva Uni\u00f3n, no rio Chambira, na regi\u00e3o de\n    Loreto, nordeste do Peru. Foto: Ginebra Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/5-Urarinas.jpg\" title=\"Uma menina Urarina na comunidade de Nueva Uni\u00f3n \u00e9 cativada por um drone voando acima. Foto: Ginebra\n    Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n\n\n\n\n\n    <div class=\"banner-image\">\n        <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/6-Urarinas.jpg\" title=\"Uma jovem Urarina olha para o rio Chambira, na regi\u00e3o de Loreto, no Peru. Foto: Ginebra Pe\u00f1a\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/6-Urarinas.jpg\" width=\"900\" height=\"700\">\n        <\/a>\n\n    <\/div>\n\n\n\n\n\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/8-Urarinas.jpg\" title=\"Mulheres da comunidade de Nuevo Progreso lavam roupas em \u00e1gua retirada do rio Chambira. Foto: Ginebra\n    Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/9-Girl-in-kitchen-Nuevo-Peru-Urarinas.jpg\" title=\"Uma menina est\u00e1 na cozinha de uma casa na comunidade ind\u00edgena Urarina de Nuevo Peru, no rio Chambira,\n        na regi\u00e3o de Loreto, nordeste do Peru. Foto: Ginebra Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/10-Urarinas.jpg\" title=\"Uma jovem Urarina relaxa em uma rede enquanto outra seleciona lenha de uma pequena pilha em uma casa\n    no rio Chambira, no Peru. Foto: Ginebra Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n\n\n    <!--LADY COOKING-->\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Woman-cooking-in-Nueva-Union.jpg\" title=\"Mar\u00eda Inuma Macusi prepara uma refei\u00e7\u00e3o sobre uma fogueira em uma casa na comunidade Urarina de Nueva Uni\u00f3n, no Rio Chambira, na regi\u00e3o peruana de Loreto. Foto: Ginebra Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n\n\n\n\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/11-Urarinas.jpg\" title=\"Crian\u00e7as da comunidade Urarina de Nueva Uni\u00f3n, no rio Chambira, no Peru, observam um drone\n    sobrevoando o local onde um oleoduto cruza sua comunidade. Foto: Ginebra Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/12-Urarinas.jpg\" title=\"Vicente Arahuata Manizari, promotor de sa\u00fade na comunidade Urarina de Nueva Uni\u00f3n, no rio Chambira,\n    no Peru. Foto: Ginebra Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/13-Solar.jpg\" title=\"Na penumbra de uma l\u00e2mpada movida a energia solar, um macaco explora uma mochila pendurada em um\n    cabide em uma casa na comunidade Urarina de Nueva Uni\u00f3n, Peru. Foto: Ginebra Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/14-Urarinas.jpg\" title=\"Jonatan Inuma Arahuata e Paquita L\u00f3pez Rojas lan\u00e7aram o primeiro programa regular de r\u00e1dio no idioma\n    Urarina na R\u00e1dio Ucamara em Nauta, Peru. Foto: Ginebra Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n\n    <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/15-Urarinas.jpg\" title=\"Mulheres da comunidade Urarina de Nuevo Peru observam um drone pousar depois de sobrevoar sua aldeia.\n    As mulheres Urarina nas aldeias ao longo do rio Chambira mant\u00eam muitas tradi\u00e7\u00f5es, incluindo o seu\n    estilo de vestir e tecer. Foto: Ginebra Pe\u00f1a\"><\/a>\n\n<\/div>\n<!--END PHOTO GALLERY-->\n\n\n\n<h2 class=\"gb-headline gb-headline-9bb7f3d6 gb-headline-text\">A vida na Chambira: Galer\u00eda de fotos<\/h2>\n\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n<p>Como nas demais bacias hidrogr\u00e1ficas pelos campos de petr\u00f3leo amaz\u00f4nicos, a receita de 50 anos da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo n\u00e3o foi investida na constru\u00e7\u00e3o de sistemas permanentes de \u00e1gua pot\u00e1vel ou saneamento nas comunidades mais pr\u00f3ximas \u00e0 polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Como parte de um acordo com o governo, esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1gua tempor\u00e1rias foram instaladas em 2014 e 2015 em cerca de 60 comunidades, mas praticamente todas as outras comunidades ao longo dos rios est\u00e3o bebendo \u00e1gua de fontes impr\u00f3prias para o consumo humano.<\/p>\n\n\n\n<p>As esta\u00e7\u00f5es foram concebidas como um paliativo enquanto os sistemas permanentes de \u00e1gua pot\u00e1vel eram constru\u00eddos, mas esses sistemas ainda n\u00e3o se materializaram. Nas comunidades com esta\u00e7\u00f5es, os pais dizem que as doen\u00e7as diarreicas diminu\u00edram, mas nas comunidades maiores, as fam\u00edlias que vivem longe dali ainda recorrem a \u00e1guas superficiais polu\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nenhuma das comunidades na parte mais baixa do Rio Chambira recebeu esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1gua, ent\u00e3o as fam\u00edlias em Nuevo Per\u00fa e Nueva Uni\u00f3n tiram \u00e1gua ao redor das suas casas inundadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 muitos anos sofremos com a contamina\u00e7\u00e3o\u201d, disse Gilberto Inuma Arahuata, de 33 anos, presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas Urarina do Rio Chambira (FEPIURCHA, na sigla em espanhol), que mora em Nueva Uni\u00f3n. \u201cA \u00e1gua, o solo e o ar est\u00e3o contaminados\u201d, acrescentou, e como as pessoas dependem de colheitas e peixes, \u201cos alimentos que recebemos tamb\u00e9m est\u00e3o contaminados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1100\" height=\"733\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Cassava-plants.jpg\" alt=\"Cassava-plants\" class=\"wp-image-3653\" srcset=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Cassava-plants.jpg 1100w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Cassava-plants-300x200.jpg 300w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Cassava-plants-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><figcaption>Uma ilha artificial em Nueva Uni\u00f3n oferece um ref\u00fagio para os p\u00e9s de mandioca, que ser\u00e3o replantados quando o n\u00edvel da \u00e1gua baixar. Nueva Uni\u00f3n e Nuevo Per\u00fa se mudaram para o Rio Chambira, onde n\u00e3o h\u00e1 terreno elevado para plantar durante a esta\u00e7\u00e3o da cheia. Foto: Ginebra Pe\u00f1a<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"gb-headline gb-headline-9018de5d gb-headline-text\"><strong>Comida, \u00e1gua pot\u00e1vel escassa na esta\u00e7\u00e3o chuvosa<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Durante a \u00e9poca das cheias, a falta de \u00e1gua pot\u00e1vel se soma a outras dificuldades. Nos \u00faltimos anos, tanto Nueva Uni\u00f3n quanto Nuevo Per\u00fa se realocaram para afluentes mais distantes na margem do Rio Chambira, que eram menos acess\u00edveis, mas tamb\u00e9m menos propensos a serem afetados pela polui\u00e7\u00e3o industrial rio acima.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora os l\u00edderes de ambas as comunidades digam que a decis\u00e3o foi tomada pelos moradores, pesquisadores que fizeram extensas entrevistas na mais baixa Chambira dizem que os moradores mais velhos estavam relutantes em se realocar e que as pessoas de fora encorajaram as comunidades a se mudar para que pudessem ser alcan\u00e7adas mais facilmente pelos programas de assist\u00eancia do governo, bem como por poss\u00edveis projetos de desenvolvimento futuros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seus locais anteriores, as comunidades tinham um terreno mais alto para culturas b\u00e1sicas como milho, mandioca e banana. Nos atuais, tudo fica debaixo d&#8217;\u00e1gua durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa. Eles tamb\u00e9m tinham acesso mais f\u00e1cil aos p\u00e2ntanos chamados <em>aguajales<\/em>, onde as mulheres coletam brotos da palmeira aguaje (<em>Mauritia flexuosa<\/em>), usados para tecer tecidos que recentemente foram <a href=\"https:\/\/www.gob.pe\/institucion\/cultura\/noticias\/45696-declaran-como-patrimonio-cultural-de-la-nacion-a-los-conocimientos-saberes-y-tecnicas-asociados-al-tejido-del-cachiguango-o-ela\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">reconhecidos oficialmente<\/a> por seu significado cultural.<\/p>\n\n\n<div class=\"gb-container gb-container-ffc78cb6 alignfull\" id=\"TINY-SLIDER\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<!-- SLIDESHOW PART 2 -->\n<div class=\"part2-container\">\n    <ul class=\"control\" id=\"part2-control\">\n        <li class=\"prev\">\n            <i class=\"fas fa-angle-left fa-2x\"><\/i>\n        <\/li>\n        <li class=\"next\">\n            <i class=\"fas fa-angle-right fa-2x\"><\/i>\n        <\/li>\n    <\/ul>\n\n    <div class=\"part2-slider\">\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-01.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>Os p\u00e2ntanos de palmeiras s\u00e3o conhecidos como aguajales, pois a palmeira aguaje (<i>Mauritia\n                        flexuosa<\/i>) desempenha um papel fundamental nos ecossistemas amaz\u00f4nicos da regi\u00e3o peruana de\n                            Loreto e na vida dos povos ind\u00edgenas Urarina que vivem ali.<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-02.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>Os aguajales ajudam a regular o clima global, bloqueando o carbono em camadas de turfa que se\n                    acumulam abaixo das \u00e1rvores.<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-03.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>O aguaje produz um fruto de polpa alaranjada importante para os humanos e para outros animais.<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-04.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>Para as mulheres Urarina que vivem ao longo do rio Chambira e seus afluentes, o aguaje tamb\u00e9m \u00e9\n                    valorizado por sua fibra, mostrada aqui pendurada para secar em uma casa.<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-05.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>As mulheres recolhem os brotos das \u00e1rvores das palmeiras, como esse que est\u00e1 atr\u00e1s e um pouco \u00e0\n                    esquerda das folhas nesta foto<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-06.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>Elas torcem a fibra em um fio resistente, colorindo-o com corantes naturais.<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-07.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>Usando um tear tradicional, tecem o fio em um tecido resistente conhecido como cachihuango ou ela.\n                <\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-08.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>\u00c0s vezes, combinam os fios da fibra da palmeira com fios comerciais para obter um contraste colorido.\n                    Ercilia Vela Macusi, de Nueva Uni\u00f3n, tece um tecido multicolorido em sua casa no rio Chambira, no\n                    Peru.<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-09.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>Como parte do rito de passagem da inf\u00e2ncia para a condi\u00e7\u00e3o de mulher adulta, as adolescentes aprendem\n                    a arte de tecer ela com suas m\u00e3es e av\u00f3s.<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-10.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n\n            <div class=\"text\">\n                <p>As adolescentes tecem seus primeiros tecidos como parte do rito de passagem para a vida adulta.<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-11.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>Al\u00e9m de torcer a fibra e tecer, aprendem outras habilidades que ser\u00e3o importantes para elas e suas\n                    fam\u00edlias.<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-12.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>De acordo com as primeiras cr\u00f4nicas espanholas, esses tecidos foram historicamente valorizados por\n                    outros povos amaz\u00f4nicos que comercializavam com os Urarina.<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-13.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>Os tecidos simbolizam o conhecimento tradicional passado de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o pelas mulheres\n                    Urarina.<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-14.jpg\" alt=\"\">\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>Tamb\u00e9m s\u00e3o uma marca da estreita rela\u00e7\u00e3o entre o povo Urarina e os ecossistemas pantanosos que os\n                    sustentam, fornecendo alimentos, plantas medicinais, materiais de constru\u00e7\u00e3o e outros itens\n                    necess\u00e1rios \u00e0 vida cotidiana.<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n        <div class=\"slide-effect\">\n            <div class=\"image-part2\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Textiles-15.jpg\" alt=\"\">\n\n            <\/div>\n            <div class=\"text\">\n                <p>Em 2019, o Minist\u00e9rio da Cultura do Peru declarou oficialmente ela como parte do patrim\u00f4nio cultural\n                    do pa\u00eds.<\/p>\n            <\/div>\n        <\/div>\n\n\n\n\n\n    <\/div>\n<\/div>\n\n<\/div><\/div>\n\n\n<p>Algumas fam\u00edlias mant\u00eam pequenas lavouras no antigo local da comunidade, a tr\u00eas ou quatro horas de dist\u00e2ncia em uma canoa conhecida como <em>peque-peque, <\/em>pelo som de seu pequeno motor. Mas, quando as \u00e1guas da inunda\u00e7\u00e3o sobem, a dieta dos moradores se torna mais prec\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO acesso \u00e0s hortas ficou em segundo plano em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s promessas de projetos e melhorias\u201d, disse o antrop\u00f3logo Emanuele Fabiano, da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Peru, em Lima, que trabalhava entre as comunidades Urarina na mais baixa Chambira quando decidiram se mudar.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre a mudan\u00e7a foi t\u00e3o intensa, que ele ficou surpreso com a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs pessoas viram isso como uma oportunidade que n\u00e3o deveria ser desperdi\u00e7ada\u201d, disse ele, \u201cmesmo que todos percebam que [no novo local] n\u00e3o h\u00e1 hortas e a qualidade da \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 boa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a para Chambira tamb\u00e9m facilitou o acesso \u00e0s mercadorias vendidas pelos comerciantes que viajam de aldeia em aldeia ao longo do rio. Como resultado, mais alimentos processados entraram \u200b\u200bgradualmente na dieta dos moradores, disse Fabiano.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a foi acelerada \u00e0 medida que as pessoas conseguiram trabalhos tempor\u00e1rios na companhia de petr\u00f3leo, limpando derramamentos ou fazendo outra manuten\u00e7\u00e3o ao longo dos oleodutos. Em comunidades onde a renda em dinheiro era quase desconhecida at\u00e9 cerca de uma d\u00e9cada atr\u00e1s, as pessoas de repente tinham um sal\u00e1rio de trabalhador, ao menos de vez em quando.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"gb-headline gb-headline-cc961765 gb-headline-text\"><strong>&#8216;Chambira est\u00e1 esquecida&#8217;<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Para Inuma da FEPIURCHA, no entanto, os benef\u00edcios t\u00eam sido desiguais. A Pluspetrol negociou indeniza\u00e7\u00f5es e pagamentos de direito de passagem de oleodutos, mas os acordos foram fechados de comunidade em comunidade, com acertos que dependeram mais da capacidade de barganha dos l\u00edderes do que de crit\u00e9rios consistentes, disse ele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm 40 anos de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, n\u00e3o houve desenvolvimento para os ind\u00edgenas da Chambira\u201d, disse ele. \u201cQuem se enriqueceu foram as cidades.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Estreito e sinuoso, sem transporte regular de barcos p\u00fablicos, Chambira \u00e9 uma das bacias hidrogr\u00e1ficas mais inacess\u00edveis dos campos de petr\u00f3leo. Por causa da dist\u00e2ncia e da dificuldade de deslocamento, o povo Urarina que vive ali tem tido menos contato com as comunidades ao longo de Mara\u00f1\u00f3n ou com as cidades de Nauta e Iquitos. As mulheres se vestem de um estilo caracter\u00edstico, com blusas brilhantes e saias mais escuras, e a l\u00edngua urarina \u00e9 mais falada que o espanhol.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1100\" height=\"733\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Urarinas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3647\" srcset=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Urarinas.jpg 1100w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Urarinas-300x200.jpg 300w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Urarinas-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><figcaption>As crian\u00e7as de tr\u00eas s\u00e9ries compartilham um pr\u00e9dio escolar simples de madeira com poucos m\u00f3veis e suprimentos na comunidade ind\u00edgena Urarina de Nueva Uni\u00f3n. Foto: Ginebra Pe\u00f1a<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Como outras comunidades de Urarina, Nueva Uni\u00f3n carece de servi\u00e7os b\u00e1sicos como \u00e1gua e saneamento, e a escola de madeira tem apenas m\u00f3veis b\u00e1sicos, sem nem ao menos contar com divis\u00f3rias para separar as diferentes s\u00e9ries. No ano passado, no entanto, algumas fam\u00edlias obtiveram pequenos pain\u00e9is solares por meio de um programa do governo, de modo que v\u00e1rias casas agora ostentam uma ou duas l\u00e2mpadas \u00e0 noite e as pessoas podem carregar telefones celulares, embora o sinal n\u00e3o seja confi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A cerca de meia hora na contracorrente de <em>peque-peque<\/em>, a aldeia de Nuevo Progreso \u00e9 maior e um pouco mais comercial. Uma mistura de fam\u00edlias <em>mestizo <\/em>e Urarina, a popula\u00e7\u00e3o da comunidade aumentou quando as pessoas chegaram para trabalhar na limpeza de um derramamento de petr\u00f3leo em um lago ao longo da rota do oleoduto.<\/p>\n\n\n\n<p>A comunidade possui algumas cisternas para coletar a \u00e1gua da chuva, mas muitas pessoas ainda dependem da \u00e1gua de superf\u00edcie. Nuevo Progreso tamb\u00e9m sofre de outros problemas semelhantes \u00e0queles rio abaixo em Nueva Uni\u00f3n e Nuevo Per\u00fa, incluindo a falta de empregos est\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1100\" height=\"733\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Water-tanks.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3648\" srcset=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Water-tanks.jpg 1100w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Water-tanks-300x200.jpg 300w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Water-tanks-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><figcaption>As comunidades nos campos de petr\u00f3leo amaz\u00f4nicos do Peru carecem de \u00e1gua pot\u00e1vel. Na comunidade de Nuevo Progreso, as cisternas captam a \u00e1gua da chuva, mas os moradores dizem ser insuficiente. L\u00e1 e em outras comunidades, as \u00fanicas fontes de \u00e1gua pot\u00e1vel s\u00e3o os riachos e os rios, a maioria dos quais est\u00e1 polu\u00edda. Foto: Ginebra Pe\u00f1a<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os cuidados de sa\u00fade tamb\u00e9m s\u00e3o inadequados \u2013 para qualquer coisa que exija mais do que cuidados b\u00e1sicos, as pessoas devem viajar rio abaixo at\u00e9 Mara\u00f1\u00f3n. As escolas t\u00eam apenas os materiais mais b\u00e1sicos e, durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa, os pais se preocupam com a seguran\u00e7a de seus filhos indo e voltando da escola em canoas. Para piorar a situa\u00e7\u00e3o, este ano, v\u00e1rias semanas ap\u00f3s o in\u00edcio das aulas, um professor do ensino fundamental em Nueva Uni\u00f3n e tr\u00eas professores do ensino m\u00e9dio em Nuevo Progreso ainda n\u00e3o tinham aparecido para trabalhar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cChambira est\u00e1 esquecida\u201d, disse Herm\u00f3genes Tuanama Canayo, vice-governador de Nuevo Progreso. A receita do petr\u00f3leo e outros fundos or\u00e7ament\u00e1rios n\u00e3o chegaram \u00e0s comunidades ribeirinhas, disse ele, acrescentando que os pol\u00edticos \u201cprecisam ver como as pessoas vivem aqui.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A qualidade da \u00e1gua continua a ser uma preocupa\u00e7\u00e3o constante. Em um p\u00e2ntano de palmeiras \u00e0 beira do lago, onde ocorreu o derramamento de petr\u00f3leo perto de Nuevo Progreso, as folhas superiores das \u00e1rvores de aguaje est\u00e3o morrendo, possivelmente por causa do \u00f3leo que penetrou no solo. Tuanama disse que alguns dos res\u00edduos da limpeza foram despejados naquele p\u00e2ntano.<\/p>\n\n\n<div class=\"gb-container gb-container-ce0f1f20 alignfull\"><div class=\"gb-inside-container\">\n<div class=\"gb-container gb-container-d499ada0 alignfull\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<div class=\"trigger1\"><\/div>\n<div class=\"reveal1\">\n  <h1>\u201cChambira est\u00e1 esquecida\u201d<\/h1>\n<p> Herm\u00f3genes Tuanama Canayo<\/p>\n<\/div>\n\n<\/div><\/div>\n\n<div class=\"gb-container gb-container-4da39955 alignfull\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<figcaption>Herm\u00f3genes Tuanama Canayo, vice-governador da comunidade de Nuevo Progreso, no rio Chambira, puxa um saco cheio de terra oleosa de um p\u00e2ntano de palmeiras onde, segundo ele, equipes de limpeza despejaram \u00f3leo que derramou em um lago adjacente. Foto: Ginebra Pe\u00f1a<\/figcaption>\n\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n<p>Entrando na \u00e1gua at\u00e9 a cintura no in\u00edcio de agosto, ele puxou um saco cheio de terra encharcada de \u00f3leo do p\u00e2ntano. Enquanto examinava em torno de seus p\u00e9s com uma vara, uma mancha oleosa apareceu e flutuou pela superf\u00edcie da \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como os moradores de Cuninico, no Rio Mara\u00f1\u00f3n, e outras comunidades pr\u00f3ximas e rio abaixo \u00e0s opera\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas, ele e outros ao longo de Chambira culpam a polui\u00e7\u00e3o pelo decl\u00ednio da pesca ao longo dos anos. Eles dizem que precisam viajar mais longe de suas aldeias e colocar mais redes, e mesmo assim pegam menos peixes \u2013 e aqueles que pescam s\u00e3o \u201ccabe\u00e7as grandes\u201d, com corpos magros.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora parte do decl\u00ednio seja provavelmente devido \u00e0 pesca predat\u00f3ria, pois a pesca comercial se expandiu para alimentar as crescentes popula\u00e7\u00f5es urbanas, os cientistas dizem que a polui\u00e7\u00e3o por \u00f3leo tamb\u00e9m afeta os peixes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"gb-headline gb-headline-7f428fea gb-headline-text\"><strong>\u2018Queremos mudan\u00e7a em Chambira\u2019<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Um derramamento de \u00f3leo mata alguns peixes imediatamente, mas tamb\u00e9m h\u00e1 efeitos em longo prazo, disse Valter Azevedo-Santos, icti\u00f3logo da Universidade Estadual Paulista, que <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/ni\/a\/Cd3nt6P4J677BhkfyDjW6QM\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">liderou um estudo rec\u00e9m publicado<\/a> sobre o impacto do petr\u00f3leo e da minera\u00e7\u00e3o sobre os peixes na Amaz\u00f4nia. Alguns componentes do petr\u00f3leo podem afetar a vis\u00e3o, o cora\u00e7\u00e3o e a capacidade de nadar de um peixe, dificultando a ca\u00e7a de suas presas ou de outros alimentos. Essa pode ser a raz\u00e3o pela qual as pessoas dizem que os peixes est\u00e3o mais magros, disse Azevedo-Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras subst\u00e2ncias, particularmente hidrocarbonetos arom\u00e1ticos polic\u00edclicos, podem causar c\u00e2ncer e muta\u00e7\u00f5es e afetar os embri\u00f5es e a reprodu\u00e7\u00e3o dos peixes. Metais como o merc\u00fario na \u00e1gua produzida que foi descarregada de po\u00e7os de petr\u00f3leo em rios e riachos por d\u00e9cadas podem se acumular no tecido muscular e no f\u00edgado dos peixes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1100\" height=\"733\" src=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Oil-and-fern.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3651\" srcset=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Oil-and-fern.jpg 1100w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Oil-and-fern-300x200.jpg 300w, https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/Oil-and-fern-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><figcaption>Apesar da limpeza, os poluentes dos derramamentos de petr\u00f3leo permanecem no meio ambiente, com impactos que podem perturbar os ecossistemas durante anos. Foto: Ginebra Pe\u00f1a<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cSe o petr\u00f3leo permanecer no meio ambiente, principalmente no sedimento, pode perturbar os ecossistemas por anos\u201d, disse Azevedo-Santos. Esses impactos podem se espalhar pela cadeia alimentar, acrescentou, afetando animais e p\u00e1ssaros que se alimentam de peixes, bem como pessoas que os capturam.<\/p>\n\n\n\n<p>As interrup\u00e7\u00f5es na pesca t\u00eam um impacto econ\u00f4mico, como as fam\u00edlias em Cuninico descobriram ap\u00f3s o derramamento de petr\u00f3leo l\u00e1. Nas comunidades ind\u00edgenas em \u00e1reas polu\u00eddas, a escassez de peixes pode significar tamb\u00e9m que as crian\u00e7as n\u00e3o aprendem habilidades de pesca, que s\u00e3o uma parte importante da identidade cultural de seu povo, disse Azevedo-Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele aconselha o monitoramento cont\u00ednuo ao longo de oleodutos e locais de derramamento, mas n\u00e3o h\u00e1 estudos de longo prazo sobre os impactos de poluentes em peixes ou outros animais selvagens ou nos ecossistemas dos campos de petr\u00f3leo da Amaz\u00f4nia do Peru. E o Peru n\u00e3o possui regulamentos que estabele\u00e7am limites m\u00e1ximos permitidos para metais ou hidrocarbonetos em sedimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 monitoramento de longo prazo dos impactos dos poluentes na sa\u00fade humana. A preocupa\u00e7\u00e3o com os poss\u00edveis impactos na sa\u00fade aumentou desde 2006, quando o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade do Peru divulgou um&nbsp; <a href=\"http:\/\/www.digesa.minsa.gob.pe\/DEPA\/rios\/rio_corrientes\/inf_2253\/anexo%202.pdf\">relat\u00f3rio<\/a> mostrando altos n\u00edveis de c\u00e1dmio e chumbo no sangue de moradores de comunidades Achuar ao longo do Rio Corrientes. O chumbo afeta o sistema neurol\u00f3gico, especialmente das crian\u00e7as, enquanto o c\u00e1dmio \u00e9 cancer\u00edgeno e pode causar doen\u00e7as renais e problemas gastrointestinais.<\/p>\n\n\n\n<p>Testes subsequentes em outras comunidades mostraram altos n\u00edveis de alguns metais no sangue dos moradores, mas n\u00e3o h\u00e1 estudossobresa\u00fade ambiental em andamento para determinar as fontes dos metais e \u2013 mais crucialmente \u2013 como reduzir a exposi\u00e7\u00e3o das pessoas a eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, a \u00e1gua sobe e desce ano ap\u00f3s ano, provocando contaminantes, e a maioria dos moradores das comunidades rurais continua sem servi\u00e7os b\u00e1sicos de \u00e1gua e saneamento, acesso a cuidados de sa\u00fade e escolas decentes. Um plano do governo para \u201cpreencher as lacunas\u201d de servi\u00e7os \u00e0s comunidades nos campos de petr\u00f3leo progrediu pouco.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Loreto, algumas pessoas come\u00e7am a falar de um futuro \u201cp\u00f3s-petr\u00f3leo\u201d, mas as comunidades nos campos de petr\u00f3leo ainda aguardam o acesso aos direitos b\u00e1sicos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQueremos uma mudan\u00e7a em Chambira\u201d, disse Inuma da FEPIURCHA. \u201cDepois de tantos anos de danos e mortes, queremos desenvolvimento em Chambira. Queremos servi\u00e7os b\u00e1sicos \u2013 escolas, sa\u00fade, \u00e1gua, encanamento de esgoto.\u201d E em \u00e1reas polu\u00eddas, ele acrescenta, \u201cqueremos remedia\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"HUELLAS DEL PETROLEO EN EL CHAMBIRA (Portugu\u00e9s)\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UnswSmGBhHs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n<\/div><\/div>\n\n<div class=\"gb-container gb-container-29233269 alignfull\" id=\"3-stories-cards\"><div class=\"gb-inside-container\">\n\n<!--3 STORIES CARDS-->\n<div class=\"time-cards-container\">\n\n    <div class=\"card\">\n        <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/pt\/um-legado-de-promessas-quebradas\/\">\n            <div class=\"item\" style=\"background-image: url('https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/card-1.jpg')\">\n                <div class=\"title\">\n                    <h4>Um legado de<br>promessas quebradas<\/h4>\n                    <button>Continue<\/button>\n                <\/div>\n            <\/div>\n        <\/a>\n    <\/div>\n\n    <div class=\"card\">\n        <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/pt\/cascata-de-consequencias\/\">\n            <div class=\"item\" style=\"background-image: url('https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/card-2.jpg')\">\n                <div class=\"title\">\n                    <h4>Cascata<br>de consequ\u00eancias<\/h4>\n                    <button>Continue<\/button>\n                <\/div>\n            <\/div>\n        <\/a>\n    <\/div>\n\n    <div class=\"card\">\n        <a href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/pt\/um-futuro-sem-petroleo\/\">\n            <div class=\"item\" style=\"background-image: url('https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/wp-content\/uploads\/card-3.jpg')\">\n                <div class=\"title\">\n                    <h4>Loreto pode planejar<br> um futuro sem \u00f3leo?<\/h4>\n                    <button>Continue<\/button>\n                <\/div>\n            <\/div>\n        <\/a>\n    <\/div>\n\n<\/div>\n<!--END STORIES' CARDS-->\n\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Derramamentos de petr\u00f3leodesencadeiam uma cascata de consequ\u00eancias As inunda\u00e7\u00f5es sazonais inundam a aldeia Urarina de Nueva Uni\u00f3n, deixando-a praticamente sem nenhum solo seco. As pessoas usam canoas para visitar os vizinhos ou ir \u00e0 escola, mas sem um local suficientemente alto para os cultivos, a comida \u00e9 escassa. Foto: Ginebra Pena Por Barbara Fraser Compartilhar: &#8230; <a title=\"Cascata de consequ\u00eancias\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/pt\/cascata-de-consequencias\/\" aria-label=\"Read more about Cascata de consequ\u00eancias\">Read more<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-3703","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Cascata de consequ\u00eancias - Traces of oil in the peruvian amazon<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/inquirefirst.org\/montanasyselva\/proyectos\/traces-of-oil\/pt\/cascata-de-consequencias\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Derramamentos de petr\u00f3leo desencadeiam uma cascata de consequ\u00eancias\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Na d\u00e9cada de 1970, uma descoberta de petr\u00f3leo na regi\u00e3o de Loreto, no nordeste do Peru, foi anunciada como o caminho para o desenvolvimento. Meio s\u00e9culo depois, as comunidades da regi\u00e3o, a maioria ind\u00edgenas, carecem de \u00e1gua pot\u00e1vel, assist\u00eancia m\u00e9dica e escolas decentes e ficam com um legado de polui\u00e7\u00e3o. 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